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terça-feira, 29 de julho de 2014

As Sete Leis Noéticas (Leis Universais)

No alvorecer da história humana, D’us deu ao homem sete leis para seguir a fim de que Seu mundo fosse sustentado. Chegará um tempo em que todos estarão preparados para regressar a este caminho. Será então o início de um novo mundo, um mundo de sabedoria e paz.

No âmago deste código moral universal está o reconhecimento de que a moralidade – na verdade, a própria civilização – deve ser baseada na crença em D’us. A menos que reconheçamos um Poder Mais Alto perante quem somos responsáveis, e que observa e conhece as nossas ações, não transcenderemos o egoísmo de nosso caráter e a subjetividade de nosso intelecto. Se o próprio homem é o árbitro do certo e errado, então o “certo” para ele será aquilo que deseja, independentemente das conseqüências para os outros habitantes da terra.

O que é mais bonito sobre estas leis é abrangência que elas proporcionam. Ressoam igualmente numa cabana na África ou num palácio na Índia, numa escola em Moscou ou numa casa suburbana nos Estados Unidos. São como as orientações de um mestre de música ou de arte; firmes, confiáveis e abrangentes – mas apenas uma base, e sobre esta base cada povo e toda pessoa pode elaborar.

“As Sete Leis” são uma herança sagrada de todos, um código que toda pessoa na face da terra pode usar como base para sua vida espiritual, moral e pragmática. Se pessoas suficientes começassem a incorporar estas leis em suas vidas, veríamos um mundo diferente em muito pouco tempo. Mais cedo do que podemos imaginar.

As Sete Leis

1.Reconheça que existe apenas um D’us que é Infinito e Supremo acima de todas as coisas. Não substitua este Ser Supremo por ídolos finitos, seja você mesmo ou outros seres. Esta ordem inclui atos como prece, estudo e meditação. O Eterno é UM (numeral indivisível) e não pode ser comparado com nenhum outro ser criado ou assemelhado a Ele, pois constitui grande transgressão.  O Eterno é infinito e não está limitado pelo tempo, não se limita a uma forma, não pensa como um ser humano e suas instruções e intenções são inescusáveis.

2.Respeite o Criador. Por mais frustrado ou furioso que você possa estar, não dê vazão a isto blasfemando contra o seu Criador. Isso inclui sub leis correspondentes a não profanar o Seu Nome e muito menos escrevê-lo ou pronunciá-lo em vão.  Não negativar ou duvidar de sua existência pois todos os seres criados, inclusive o homem, não podem ser comprovadamente declarados como seres existentes pois são como névoa que passa tão rapidamente (em suas curtas vidas assemelham-se a vultos que nascem e logo logo não mais existirão) em suas breves vidas e nada levam com elas.  Pois só Hacadosh Baruch Hu é a existência de tudo, no sentido absoluto só Ele Existe, tanto nos universos físicos como nos espirituais.

3.Respeite a vida humana. Todo ser humano é um mundo inteiro. Salvar uma vida é salvar o mundo inteiro. Destruir uma vida é destruir um mundo inteiro. Ajudar outros a viver é uma ramificação deste princípio.

4.Respeite a instituição do casamento. O matrimônio é um ato Divino. O casamento de um homem e uma mulher é um reflexo da unicidade de D’us e Sua criação. A deslealdade no casamento é um ataque àquela unicidade.

5.Respeite os direitos e a propriedade dos outros.Seja honesto em todos os seus negócios. Ao confiar em D’us em vez de em nosso próprio julgamento, expressamos nossa confiança Nele como Provedor da Vida.

6.Respeite as criaturas de D’us.A princípio, o homem foi proibido de consumir carne. Depois do Grande Dilúvio, ele foi autorizado – mas com uma advertência: não causar sofrimento desnecessário a qualquer criatura.

7.Promova a justiça. A justiça é um assunto de D’us, mas recebemos o encargo de fazer as leis necessárias e fazê-las valer sempre que pudermos. Quando corrigimos os erros da sociedade, estamos agindo como parceiros no ato de sustentar a Criação.


Fonte: pt.chabad.org

domingo, 27 de julho de 2014

Os Ciclos do Ano Judaico

Extraído do livro "O Guia", do Rabino Avraham Steinmetz


O ano judaico se compõe de ciclos de dias santificados, solenes, festivos, semi-festivos ou até tristes.
Shabat é um dia santificado. O descanso de qualquer trabalho criativo atesta a Criação do mundo. O judeu que cumpre o Shabat, deixando de realizar trabalho criativo neste dia, testemunha que D'us criou o mundo em seis dias e "descansou" no sétimo.

Rosh Chôdesh, início do mês judaico (que pode ser um ou dois dias), é dia semi-festivo. Nas orações acrescentam-se trechos como Yaalê Veyavô, Halel, e Mussaf, enquanto são omitidas as súplicas dos dias comuns; também não se faz jejum em Rosh Chôdesh.

Rosh Hashaná e Yom Kipur são dias solenes por seu caráter de julgamento e perdão Divinos. Ao mesmo tempo, são dias santificados quando trabalho criativo não deve ser realizado. Yom Kipur é igual a Shabat, e Rosh Hashaná é similar aos outros dias de Yom Tov.

Pêssach, Shavuot e Sucot, as Três Festas de Peregrinação, são dias festivos (Yom Tov), lembrando respectivamente o Êxodo do Egito, a Outorga da Torá no Monte Sinai e os quarenta anos de perambulação pelo deserto. Shemini Atsêret e Simchat Torá também são dias de Yom Tov ligados à Sucot. São também dias santificados (com exceção de Chol Hamoêd) quando trabalho criativo (exceto preparação de alimentos) não deve ser realizado.

Chol Hamoêd, os dias intermediários de Pêssach e Sucot são dias semi-festivos quando certos trabalhos corriqueiros não são realizados em virtude destes dias serem parte da festa de Pêssach ou Sucot.
Há seis jejuns obrigatórios no decorrer do ano: Tsom Guedalyá (dia 3 de Tishrei); Yom Kipur, (10 de Tishrei); Dez de Tevêt; Taanit Ester (13 de Adar); Dezessete de Tamuz; e Tish'á Beav, (9 de Menachêm Av).

As sete semanas da contagem do ômer, entre Pêssach e Shavuot, são dias de meio-luto pela morte dos 24.000 discípulos de Rabi Akiva.
As três semanas entre os jejuns de 17 de Tamuz e Tish'á Beav são dias de luto pela destruição dos Templos, sendo os últimos nove, dias de luto intensificado.


Fonte: pt.Chabad.org

terça-feira, 1 de julho de 2014

Israel está revestido de Luto

Desde que ISRAEL se tornou uma nação escolhida pelo ETERNO, o ódio se apoderou dos corações daqueles que estão desconectados e rebeldes aos caminhos do Eterno. Em nome da religião, da política, da economia ou de qualquer outra desculpa, os antissemitas agem, falam, mas no final sempre se calam, pois o Eterno não abandona SEU POVO e sempre faz prevalecer contra todos os seus inimigos.




Escrito por: Marcos Andrade Abrão

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Honrar e temer

Shalom a todos (as),

O quinto mandamento fala sobre "kibud av va-em" (כִּבּוּד אָב וָאֵם - honrar pai e mãe). Êxodo 20:12 nos ensina que a recompensa de honrar os pais é "que se prolonguem os teus dias sobre a terra".

Sabemos que os Dez Mandamentos foram inscritos em duas tábuas, cinco mandamentos em cada uma delas. A primeira tábua contém as leis a respeito do relacionamento entre o homem e D-us, enquanto a segunda contém leis que dizem respeito às relações entre as pessoas.
Isso nos mostra o quão importante é dar o devido "kavod" (honra - כָּבוֹד) aos nossos pais. Os sábios judeus dizem que há três parceiros na criação: o pai, a mãe e D-us. Quando honramos nossos pais é como se estivéssemos honrando ao Eterno.

Mas existe outro versículo realmente interessante sobre este assunto. Em Levítico 19:3 lemos que "todos devem temer ao seu pai e à sua mãe". O verbo neste versículo é "iarê" ( יָרֵא) que é um tipo de temor. Ele aparece muitas vezes na Bíblia, em narrativas e em expressões do tipo "não temas" ou no famoso Salmo 118 "o Eterno está comigo, não temerei".

Existe apenas outro mandamento relacionado ao temor ou "ir'á" (יִרְאָה). É a piedade ou "temor a D-us". Em hebraico dizemos  "ir'at elohim"  (יִרְאַת אֱלוֹהִים). A primeira vez que a expressão "ir'at elohim"  aparece na Bíblia é em Gênesis 20:11. Depois disso, ela aparece cinco vezes no livro de Levítico e duas vezes em Deuteronômio, onde temos o mandamento: "Ao Eterno, teu D-us, temerás" (Deut. 10:20). O fato de que existem apenas dois mandamentos ligados a "ir'á" (יִרְאָה), fortalece ainda mais o paralelo entre os pais e D-us.

Em hebraico existe uma expressão que une estes dois conceitos: "ir'at cavod" (יִרְאַת כָּבוֹד), que quer dizer reverência.

Fonte: Maya Levin

terça-feira, 24 de junho de 2014

Quem é o Princípio e o Fim (Alef e o Tav)?

Ao analisarmos uma afirmação cristã dizer que o messias “deus” deles é o Alfa e Ômega, letras greco-romanas que correspondem a primeira e última letra do alfabeto greco-romano.  Seriam a grosso modo dizer que corresponderiam a A e Z do nosso alfabeto de língua portuguesa. 

O primeiro problema desta afirmação estranha está no fato de os textos originais e a língua da época em que vivia o escritor do livro de Apocalipse (Yochanan) ele não escrevia e muito menos falava grego, pois era Judeu.
O mais correto seria ele ter escrito a primeira e última letra do alfabeto aramaico-hebraico que correspondem  ao Alef (א) e Taw ou Tav (תּ).

Todavia não se trata só de uma questão de alfabeto errado, o problema envolve atribuir magnitude a quem não tem tal título.  Mas antes de concluir precocemente vamos analisar as diversas traduções que existem para a língua Portuguesa:
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Versão Sociedade Bíblica Britânica:
“Eu sou o Alfa e o Omega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-poderoso. - Apocalipse 1:8”
“Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim. - Apocalipse 22:13”
Confira em: https://www.bibliaonline.com.br/tb/ap/1
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Na versão da Bíblia Católica Online o texto foi traduzido ocultando, tendenciosamente o Eterno e encaixando um termo estranho “Dominador” em lugar de “Todo-poderoso”:
“Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que vem, o Dominador.” - Apocalipse 1:8
Confira em: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/apocalipse/1/#.U6ntL_ldWYI
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Na versão da Bíblia de Almeida Corrida e “Fiel” Online é muito semelhante a versão Britânica, mas em sua versão impressa não está neste formato:
“Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.” - Apocalipse 1:8
Confira: https://www.bibliaonline.com.br/acf/ap/1
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Na versão das Escrituras conhecida como Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas mantém a referência ao Eterno, porém com sua má transliteração com “J”:
“Eu sou o Alfa e o Ômega, diz Jeová Deus, Aquele que é, e que era, e que vem, o Todo-poderoso”. Revelação 1:8
Confira em: http://www.jw.org/pt/publicacoes/biblia/nwt/livros/Revela%C3%A7%C3%A3o/1/
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Na versão da Bíblia Hebraica Peshitta online (confiram online ou a foto impressa na página 1140), deixa mais do que claro quem é que estabelece o Princípio de todas as coisas e o fim de todas as coisas:
“Eu sou o Alef e o Taw, o princípio e o fim, diz o Hashem YHVH, que é, e que era, e que há de vir, o El Shaday [Todo-Poderoso]” – Apocalipse 1:8
Confira em: http://pt.slideshare.net/tar1411/bblia-peshitta-completa
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Na versão nada confiável de David Stern (Bíblia Judaica) temos uma tradução que começa positiva em Apocalipse 1:8 e termina com Idolatria em Apocalipse 22:13.  Vamos conferir na imagem que digitalizei:



Note que o pesadelo da Idolatria ou Unicismo ou Teologia Cristã Trinitariana Apóstata está enxertado neste texto de Apocalipse 22:13 (somente nesta versão de David Stern), que força a barra em dizer que Yeshua afirmou ser o Princípio e o Fim.  Isto está em contradição e afronta com o início de Apocalipse que se refere ao Eterno como O Sendo. 

Só existe UM (Echad) Criador Todo-Poderoso (El Shaday) e NÃO dois.  A criatura não pode assumir posição de Criador e formador dos tempos pois para o Eterno não existe limitação temporal, Ele é quem delimita os tempos.

Temos de tomar cuidado e pesquisar mais sobre estas versões dos textos da Brit Chadashá para não cairmos em Idolatria Cristã, pois só O Eterno estabelece o fim e princípio das coisas e só ele cria e realiza todas as coisas. 

“Mesmo até a velhice [da pessoa], eu sou o Mesmo; e até as cãs [da pessoa], eu mesmo continuarei a sustentar. Eu mesmo hei de agir, para que eu mesmo carregue e para que eu mesmo sustente e ponha a salvo.

A quem me assemelhareis ou [me] fareis igual, ou [com quem] me comparareis para que nos assemelhemos?”– Isaías 46: 4-5

“Lembrai-vos disso, para que cobreis ânimo. Fixai-o no coração, vós transgressores.   Lembrai-vos das primeiras coisas de há muito tempo, que eu sou o Eterno e não há outro D’us, nem alguém semelhante a mim; Aquele que desde o princípio conta o final e desde outrora as coisas que não se fizeram; Aquele que diz: ‘Meu próprio conselho ficará de pé e farei tudo o que for do meu agrado’;  Aquele que desde o nascente chama a ave de rapina, de uma terra distante o homem para executar o meu conselho. Eu até mesmo [o] falei; também o introduzirei. Eu [o] formei, também o farei.” – Isaías 46:8-11

“Eu sou o Eterno, e não há outro; fora de mim não há D’us; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças;
Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Eterno, e não há outro.
Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Eterno, faço todas estas coisas.” - Isaías 45:5-7

Que Ha Kadosh Baruch Hu abençoe e ilumine a todos shalom!

Referencia do alfabeto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfabeto_hebraico 

domingo, 8 de junho de 2014

A Analogia do Vidreiro e Os Cinco Níveis da Alma (Néfesh)

Para fazer vidro é usado principalmente à areia ou sílica, que representa 70% da mistura, o calcário, a barrilha e o feldspato formam o restante da matéria prima. Ainda hoje em pequenas oficinas o vidro é feito artesanalmente, onde a mistura é aquecida e através de canos os artesão assopram o vidro ainda liquido para gerar as mais variadas formas e tamanhos. É um processo muito metódico e requer muita pratica antes de se fazer bons recipientes e peças de vidro.

Os antigos cabalistas comparavam a relação dos cinco níveis da alma a um vidreiro que deseja fazer um belo vaso.

Sobre o versículo “E D’us soprou em suas [do homem] narinas o alento-alma da vida” [Vayitser Hashem Elohim et-ha'adam afar min-ha'adamah vayipach pe'apav nishmat chayim vayehi ha'adam lenefesh chayah.] Ouça  (Bereshit 2:7), o Zohar acrescenta:  “Aquele que exala, exala do âmago de seu ser.”

Assim, o “alento” que D’us insuflou no homem não poderá jamais ser separado Dele.  A alma humana é uma extensão do “alento” de D’us e está diretamente conectada a Ele.
Esta conexão interna pode ser vista na etimologia dos cinco termos definidores dos níveis da alma do homem. A palavra Iechidá vem de echad (יחיד) e ichud, que significam “unidade absoluta” e “união”.  No nível de Iechidá, a alma ainda forma uma unidade com D’us, a Fonte.

A palavra Chaiá deriva de chai, “vida” (חי), e de chaiut, “força vital”.  Chaiá é a própria força vital da alma, o nível o qual ela ainda está ligada a todas as outras almas.  No Tanakh, conectar-se com este nível é descrito como ser “atada no feixe da vida” (I Samuel 25:29).

O vocábulo Neshamá é equivalente a neshimá, que sifnifica “respiração”.  A razão disto é que, como consta, D’us insufla nossa alma Divina em nós do mesmo modo que a insuflou em Adam (Adão).  Além disso o intelecto da pessoa se reflete em sua maneira  de “respirar” – isto é, em sua maneira de viver a vida.
Rúach geralmente é traduzido como “espírito”, mas verifica-se que a palavra tem também as conotações de vento, ar ou direção.  Ela representa o caráter da pessoa, sua capacidade de escolher uma direção, tomar decisões criteriosas e responsabilizar-se por elas.

A palavra néfesh (נפש) vem da raiz nafash, que significa “descansar”.  Néfesh é a extremidade inferior da alma, quase totalmente identificada com o corpo, em particular com a circulação sanguínea.  A Torá afirma (Devarim 12:23) : “O sangue é a Néfesh”[ Rak chazak levilti achol hadam ki hadam hu hanafesh velo-tochal hanefesh im-habasar.]Ouça. O vocábulo hebraico Néfesh também se assemelha ao aramaico nafish, que significa “crescer” ou “espalhar-se”.  Néfesh, assim, corresponde à circulação sanguínea, que se espalha pelo corpo levando vida a todas as células.

Os cinco níveis da alma, portanto, formam uma cadeia que liga o homem aos universos celestiais e, enfim, a Há-kadosh Baruch Hu. 


Fazendo a analogia do vidreiro o Rabino Aryeh Kaplan (Innerspace, pp. 17-20):
‘A “descisão” de fazer o vidro, que emana da vontade mais profunda, é o nível de Iechidá [Unidade].  Ela corresponde ao universo de Adam Cadmon e ao topo do Iud (י).  Em seguida, vemos o próprio vidreiro antes de ele começar a assoprar.  Este é o nível de Chaiá [Essência Viva], correspondente ao universo de Atsilut, onde a força vital ainda está no âmbito do Divino.  Este nível é associado ao Iud do Tetragrama.
Depois, o alento [Neshimá] emana da boca do vidreiro e desloca-se como vento pressurizado [Rúach] através do tubo de vidraria, expandindo-se em todas as direções e formando um vaso rudimentar.  O vento finalmente descansa [Nafash] no vaso acabado...’  
O rabino Kaplan usa essa analogia como  uma meditação para elevar-se, através de cinco estados de consciência de amplitude crescente, a uma percepção cada vez mais clara do Divino:
‘A parte mais baixa da alma interligar-se com o corpo físico... É no nível de Néfesh que a pessoa adquire consciência do corpo como um receptáculo para o espiritual.  Porem, isto só é possível quando o indivíduo é capaz de isolar-se do fluxo contínuo de estímulos internos e externos que ocupa seus pensamentos.  A consciência espiritual, portanto, começa necessariamente com o aquecimento da percepção do físico.  Por este motivo, essa parte da alma é, em essência, passiva e não ativa.  Para que a pessoa esteja preparada para experimentar a forte influência  de Rúach, toda estática deve ser eliminada.  Essa idéia também é sugerida pelo termo Néfesh, cujo sentido literal é “alma em repouso”

O segundo nível da alma é Rúach, o “vento” do alento de D’us que sopra em nossa direção...  Neste nível, a pessoa vai além da espiritualidade serena de Néfesh e sente um tipo de movimento completamente diferente.  Neste estado de consciência, informações podem ser transmitidas, é possível ter visões, ouvir coisas e tomar conhecimento de graus mais altos de espiritualidade.  Ao alcançar o nível de Rúach, o indivíduo sente um espírito que provoca movimento e não aquietamento.  Nos graus mais elevados, isto se torna a experiência de Rúach Hacodesh [Inspiração Divina, Espírito Do Santo ou Espírito que Há-kadosh Baruch Hu Emana de Sí], o estado profético no qual a pessoa se sente totalmente elevada e transformada pelo espírito de D’us.

No nível de Neshamá, você experimentaria o alento Divino...  Neste grau, você se torna consciente não só da espiritualidade como também de sua Fonte.  É exatamente esta a distinção entre um sopro e um vento.  É agradável sentir uma brisa num dia quente de verão, mas é muito diferente sentir o sopro de uma pessoa íntima lhe descendo pelo pescoço – isso denota uma certa proximidade.  Portanto, no nível de Neshamá a pessoa alcança um  alto grau de intimidade com D’us...

Se você quisesse ir adiante, qual seria o próximo nível, além do sopro?  Voltando à analogia do vidreiro, há o sopro, o vento e por fim o ar que se acomoda e dá forma ao vaso.  O que viria antes do sopro?  O ar quando ainda se encontra nos pulmões do vidreiro.  A própria força vital do soprador, que se denomina Chaiá [Essência Viva].  Este é o quarto nível, no qual o alento ainda não está separado do soprador.  Trata-se, na verdade, da experiência de estar dentro do campo do Divino.

Finalmente, qual seria o grau além deste?  Poder-se-ia concebê-lo como a decisão inicial de assoprar quando ela entra na psique do Soprador.  A idéia singular que Ele tem de criar estaria em Iechidá [Essência Única], o mais elevado dos cinco níveis.

A partir daí, você está no campo do inimaginável. ’


Bibliografia: 
  - Anatomia da Alma - Chaim Kramer - Editora Sefer;
  - http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=479&p=2;
  - http://bible.ort.org/books/torahd5.asp?action=displaypage&book=5&chapter=12&verse=22&portion=47 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Shavuot – A Festa da Outorga da Torah

Posted: 03 Jun 2014 11:44 AM PDT
O Eterno outorgou a Torah ao povo de Israel e isto é insubstituível. Leia e confira!

Shavuot entre todos os significados que são agregados a esta festa, marca acima de tudo a outorga da Torah ao povo Judeu. Um direito irrevogável que não será transferido a ninguém. Há dois mil anos surgiu a falácia da teologia da substituição que ainda aprisiona muitos até aqueles que a combatem, mas mantém alguns conceitos relacionados a este grande engano. Não, ninguém substituiu Israel, e o Messias não veio criar uma outra estrutura, tudo isto não passa do marketing romano que virou religião. O Messias veio inaugurar a Nova Aliança que internaliza a Torah dentro de nós e abre a porta para Teshuvá, o retorno ao Eterno. De forma mais específica, o Messias veio alcançar aqueles da Casa de Israel que se misturaram entre as nações e neste processo, uma porção das nações ouvirão a sua voz e também voltarão ao Eterno, e como ensinou Shaul Hashaliach, eles serão enxertados na Oliveira (Israel). Uma congregação de Judeus e B’nei Noach cumprindo o propósito Divino, a fim de cooperarem com a missão do Mashiach, ou seja, transformar a terra em uma habitação da Luz Divina.
Na Torah temos 613 preceitos preciosos dados pelo Eterno a fim de nos aproximarmos Dele, entre eles preceitos Positivos que quando cumpridos atraem a luz Divina sobre nós e Preceitos Negativos que nos fazem desviar do mal evitando a impurificação que criaria uma vulnerabilidade às forças malignas. Embora não podemos colocar em prática os 613 preceitos, pois alguns se aplicam somente a homens, outros somente a mulheres, outros aos sacerdotes e ao sumo sacerdote, outro ao nazireu e etc. Porém, devemos cumprir todos que estão ao nosso alcance, respeitando o caráter de aplicabilidade que cabe ao judeu e ao B’nei Noach. Além disto devemos guardar os 613 preceitos, pois na medida em que respeitamos todos eles e estudamos sobre eles, aplicando aqueles que estão ao nosso alcance, então nos é imputado a observância de todos eles. Muitos, hoje em dia, falam e apreciam as revelações espirituais, porém nós sabemos que também existem muitos enganos, pois vivemos em uma geração que muitos apostataram da verdade e criaram falsos céus, ou seja, promessas e doutrinas que não encontram aval na Torah.
Sendo assim, concluo esta breve explicação com três versículos que afirmam e profetizam que O ETERNO OUTORGOU A TORAH AO POVO JUDEUS E ISTO NUNCA MUDOU E NUNCA MUDARÁ, POIS DE ACORDO COM A PALAVRA DE MOSHE RABEINU (MOISÉS), FOI PROFETIZADO POR ISAÍAS O CUMPRIMENTO DISTO NO FIM DOS DIAS. A LEI NUNCA FOI ANULADA, MAS ANULADA SERÁ TODA FALSA DOUTRINA E O ESPÍRITO DE ANOMIA (DESPREZO DA LEI), QUE NÃO MAIS SE OUVIRÁ QUANDO O MASHIACH ESTIVER REINANDO EM JERUSALÉM. LEIA OS VERSÍCULOS ABAIXO, OS QUAIS SÃO IRREFUTÁVEIS, E CONFIRMAM ESTA VERDADE.
Moshe disse: “As coisas encobertas (ocultadas) pertencem ao Eterno nosso D’us, mas as reveladas pertencem a nós (povo judeu) e a nossos filhos (descendentes do povo judeu) PARA SEMPRE, com o objetivo de fazermos (colocarmos em prática) todas as palavras da TORAH (As Leis, os Preceitos e princípios espirituais contidos na Torah)” - Deuteronômio 29:29 (na Bíblia Hebraica: 29:28).
Isaías profetizou sobre os últimos dias: “E ocorrerá no FIM DOS DIAS, que o Monte da Casa do Eterno se elevará acima de todos e se destacará acima de todas as colinas, e a ele AFLUIRÃO TODAS AS NAÇÕES. A ele IRÃO MUITOS POVOS e dirão: Vinde e subiremos à montanha do ETERNO, A CASA DO D’US DE JACOB! Ele nos ensinará SEUS CAMINHOS e por eles seguiremos, pois DE TSION VIRÁ O ENSINAMENTO DA TORAH E DE JERUSALÉM A PALAVRA DO ETERNO! - Isaías 2: 2, 3.
Enfim, a verdade está clara - nas palavras de Daniel: “E ele respondeu: Segue teu caminho, Daniel, porque o significado destas palavras está oculto e selado até o tempo do fim. Muitos serão purificados, e embranquecidos, provados e refinados, mas os INÍQUOS AGIRÃO SEGUNDO SUA INIQUIDADE E NADA COMPREENDERÃO, MAS OS SÁBIOS TUDO ENTENDERÃO". Daniel 12:9,10

Marcos Andrade Abrão