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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Honrar e temer

Shalom a todos (as),

O quinto mandamento fala sobre "kibud av va-em" (כִּבּוּד אָב וָאֵם - honrar pai e mãe). Êxodo 20:12 nos ensina que a recompensa de honrar os pais é "que se prolonguem os teus dias sobre a terra".

Sabemos que os Dez Mandamentos foram inscritos em duas tábuas, cinco mandamentos em cada uma delas. A primeira tábua contém as leis a respeito do relacionamento entre o homem e D-us, enquanto a segunda contém leis que dizem respeito às relações entre as pessoas.
Isso nos mostra o quão importante é dar o devido "kavod" (honra - כָּבוֹד) aos nossos pais. Os sábios judeus dizem que há três parceiros na criação: o pai, a mãe e D-us. Quando honramos nossos pais é como se estivéssemos honrando ao Eterno.

Mas existe outro versículo realmente interessante sobre este assunto. Em Levítico 19:3 lemos que "todos devem temer ao seu pai e à sua mãe". O verbo neste versículo é "iarê" ( יָרֵא) que é um tipo de temor. Ele aparece muitas vezes na Bíblia, em narrativas e em expressões do tipo "não temas" ou no famoso Salmo 118 "o Eterno está comigo, não temerei".

Existe apenas outro mandamento relacionado ao temor ou "ir'á" (יִרְאָה). É a piedade ou "temor a D-us". Em hebraico dizemos  "ir'at elohim"  (יִרְאַת אֱלוֹהִים). A primeira vez que a expressão "ir'at elohim"  aparece na Bíblia é em Gênesis 20:11. Depois disso, ela aparece cinco vezes no livro de Levítico e duas vezes em Deuteronômio, onde temos o mandamento: "Ao Eterno, teu D-us, temerás" (Deut. 10:20). O fato de que existem apenas dois mandamentos ligados a "ir'á" (יִרְאָה), fortalece ainda mais o paralelo entre os pais e D-us.

Em hebraico existe uma expressão que une estes dois conceitos: "ir'at cavod" (יִרְאַת כָּבוֹד), que quer dizer reverência.

Fonte: Maya Levin

terça-feira, 24 de junho de 2014

Quem é o Princípio e o Fim (Alef e o Tav)?

Ao analisarmos uma afirmação cristã dizer que o messias “deus” deles é o Alfa e Ômega, letras greco-romanas que correspondem a primeira e última letra do alfabeto greco-romano.  Seriam a grosso modo dizer que corresponderiam a A e Z do nosso alfabeto de língua portuguesa. 

O primeiro problema desta afirmação estranha está no fato de os textos originais e a língua da época em que vivia o escritor do livro de Apocalipse (Yochanan) ele não escrevia e muito menos falava grego, pois era Judeu.
O mais correto seria ele ter escrito a primeira e última letra do alfabeto aramaico-hebraico que correspondem  ao Alef (א) e Taw ou Tav (תּ).

Todavia não se trata só de uma questão de alfabeto errado, o problema envolve atribuir magnitude a quem não tem tal título.  Mas antes de concluir precocemente vamos analisar as diversas traduções que existem para a língua Portuguesa:
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Versão Sociedade Bíblica Britânica:
“Eu sou o Alfa e o Omega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-poderoso. - Apocalipse 1:8”
“Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim. - Apocalipse 22:13”
Confira em: https://www.bibliaonline.com.br/tb/ap/1
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Na versão da Bíblia Católica Online o texto foi traduzido ocultando, tendenciosamente o Eterno e encaixando um termo estranho “Dominador” em lugar de “Todo-poderoso”:
“Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que vem, o Dominador.” - Apocalipse 1:8
Confira em: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/apocalipse/1/#.U6ntL_ldWYI
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Na versão da Bíblia de Almeida Corrida e “Fiel” Online é muito semelhante a versão Britânica, mas em sua versão impressa não está neste formato:
“Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.” - Apocalipse 1:8
Confira: https://www.bibliaonline.com.br/acf/ap/1
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Na versão das Escrituras conhecida como Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas mantém a referência ao Eterno, porém com sua má transliteração com “J”:
“Eu sou o Alfa e o Ômega, diz Jeová Deus, Aquele que é, e que era, e que vem, o Todo-poderoso”. Revelação 1:8
Confira em: http://www.jw.org/pt/publicacoes/biblia/nwt/livros/Revela%C3%A7%C3%A3o/1/
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Na versão da Bíblia Hebraica Peshitta online (confiram online ou a foto impressa na página 1140), deixa mais do que claro quem é que estabelece o Princípio de todas as coisas e o fim de todas as coisas:
“Eu sou o Alef e o Taw, o princípio e o fim, diz o Hashem YHVH, que é, e que era, e que há de vir, o El Shaday [Todo-Poderoso]” – Apocalipse 1:8
Confira em: http://pt.slideshare.net/tar1411/bblia-peshitta-completa
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Na versão nada confiável de David Stern (Bíblia Judaica) temos uma tradução que começa positiva em Apocalipse 1:8 e termina com Idolatria em Apocalipse 22:13.  Vamos conferir na imagem que digitalizei:



Note que o pesadelo da Idolatria ou Unicismo ou Teologia Cristã Trinitariana Apóstata está enxertado neste texto de Apocalipse 22:13 (somente nesta versão de David Stern), que força a barra em dizer que Yeshua afirmou ser o Princípio e o Fim.  Isto está em contradição e afronta com o início de Apocalipse que se refere ao Eterno como O Sendo. 

Só existe UM (Echad) Criador Todo-Poderoso (El Shaday) e NÃO dois.  A criatura não pode assumir posição de Criador e formador dos tempos pois para o Eterno não existe limitação temporal, Ele é quem delimita os tempos.

Temos de tomar cuidado e pesquisar mais sobre estas versões dos textos da Brit Chadashá para não cairmos em Idolatria Cristã, pois só O Eterno estabelece o fim e princípio das coisas e só ele cria e realiza todas as coisas. 

“Mesmo até a velhice [da pessoa], eu sou o Mesmo; e até as cãs [da pessoa], eu mesmo continuarei a sustentar. Eu mesmo hei de agir, para que eu mesmo carregue e para que eu mesmo sustente e ponha a salvo.

A quem me assemelhareis ou [me] fareis igual, ou [com quem] me comparareis para que nos assemelhemos?”– Isaías 46: 4-5

“Lembrai-vos disso, para que cobreis ânimo. Fixai-o no coração, vós transgressores.   Lembrai-vos das primeiras coisas de há muito tempo, que eu sou o Eterno e não há outro D’us, nem alguém semelhante a mim; Aquele que desde o princípio conta o final e desde outrora as coisas que não se fizeram; Aquele que diz: ‘Meu próprio conselho ficará de pé e farei tudo o que for do meu agrado’;  Aquele que desde o nascente chama a ave de rapina, de uma terra distante o homem para executar o meu conselho. Eu até mesmo [o] falei; também o introduzirei. Eu [o] formei, também o farei.” – Isaías 46:8-11

“Eu sou o Eterno, e não há outro; fora de mim não há D’us; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças;
Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Eterno, e não há outro.
Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Eterno, faço todas estas coisas.” - Isaías 45:5-7

Que Ha Kadosh Baruch Hu abençoe e ilumine a todos shalom!

Referencia do alfabeto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfabeto_hebraico 

domingo, 8 de junho de 2014

A Analogia do Vidreiro e Os Cinco Níveis da Alma (Néfesh)

Para fazer vidro é usado principalmente à areia ou sílica, que representa 70% da mistura, o calcário, a barrilha e o feldspato formam o restante da matéria prima. Ainda hoje em pequenas oficinas o vidro é feito artesanalmente, onde a mistura é aquecida e através de canos os artesão assopram o vidro ainda liquido para gerar as mais variadas formas e tamanhos. É um processo muito metódico e requer muita pratica antes de se fazer bons recipientes e peças de vidro.

Os antigos cabalistas comparavam a relação dos cinco níveis da alma a um vidreiro que deseja fazer um belo vaso.

Sobre o versículo “E D’us soprou em suas [do homem] narinas o alento-alma da vida” [Vayitser Hashem Elohim et-ha'adam afar min-ha'adamah vayipach pe'apav nishmat chayim vayehi ha'adam lenefesh chayah.] Ouça  (Bereshit 2:7), o Zohar acrescenta:  “Aquele que exala, exala do âmago de seu ser.”

Assim, o “alento” que D’us insuflou no homem não poderá jamais ser separado Dele.  A alma humana é uma extensão do “alento” de D’us e está diretamente conectada a Ele.
Esta conexão interna pode ser vista na etimologia dos cinco termos definidores dos níveis da alma do homem. A palavra Iechidá vem de echad (יחיד) e ichud, que significam “unidade absoluta” e “união”.  No nível de Iechidá, a alma ainda forma uma unidade com D’us, a Fonte.

A palavra Chaiá deriva de chai, “vida” (חי), e de chaiut, “força vital”.  Chaiá é a própria força vital da alma, o nível o qual ela ainda está ligada a todas as outras almas.  No Tanakh, conectar-se com este nível é descrito como ser “atada no feixe da vida” (I Samuel 25:29).

O vocábulo Neshamá é equivalente a neshimá, que sifnifica “respiração”.  A razão disto é que, como consta, D’us insufla nossa alma Divina em nós do mesmo modo que a insuflou em Adam (Adão).  Além disso o intelecto da pessoa se reflete em sua maneira  de “respirar” – isto é, em sua maneira de viver a vida.
Rúach geralmente é traduzido como “espírito”, mas verifica-se que a palavra tem também as conotações de vento, ar ou direção.  Ela representa o caráter da pessoa, sua capacidade de escolher uma direção, tomar decisões criteriosas e responsabilizar-se por elas.

A palavra néfesh (נפש) vem da raiz nafash, que significa “descansar”.  Néfesh é a extremidade inferior da alma, quase totalmente identificada com o corpo, em particular com a circulação sanguínea.  A Torá afirma (Devarim 12:23) : “O sangue é a Néfesh”[ Rak chazak levilti achol hadam ki hadam hu hanafesh velo-tochal hanefesh im-habasar.]Ouça. O vocábulo hebraico Néfesh também se assemelha ao aramaico nafish, que significa “crescer” ou “espalhar-se”.  Néfesh, assim, corresponde à circulação sanguínea, que se espalha pelo corpo levando vida a todas as células.

Os cinco níveis da alma, portanto, formam uma cadeia que liga o homem aos universos celestiais e, enfim, a Há-kadosh Baruch Hu. 


Fazendo a analogia do vidreiro o Rabino Aryeh Kaplan (Innerspace, pp. 17-20):
‘A “descisão” de fazer o vidro, que emana da vontade mais profunda, é o nível de Iechidá [Unidade].  Ela corresponde ao universo de Adam Cadmon e ao topo do Iud (י).  Em seguida, vemos o próprio vidreiro antes de ele começar a assoprar.  Este é o nível de Chaiá [Essência Viva], correspondente ao universo de Atsilut, onde a força vital ainda está no âmbito do Divino.  Este nível é associado ao Iud do Tetragrama.
Depois, o alento [Neshimá] emana da boca do vidreiro e desloca-se como vento pressurizado [Rúach] através do tubo de vidraria, expandindo-se em todas as direções e formando um vaso rudimentar.  O vento finalmente descansa [Nafash] no vaso acabado...’  
O rabino Kaplan usa essa analogia como  uma meditação para elevar-se, através de cinco estados de consciência de amplitude crescente, a uma percepção cada vez mais clara do Divino:
‘A parte mais baixa da alma interligar-se com o corpo físico... É no nível de Néfesh que a pessoa adquire consciência do corpo como um receptáculo para o espiritual.  Porem, isto só é possível quando o indivíduo é capaz de isolar-se do fluxo contínuo de estímulos internos e externos que ocupa seus pensamentos.  A consciência espiritual, portanto, começa necessariamente com o aquecimento da percepção do físico.  Por este motivo, essa parte da alma é, em essência, passiva e não ativa.  Para que a pessoa esteja preparada para experimentar a forte influência  de Rúach, toda estática deve ser eliminada.  Essa idéia também é sugerida pelo termo Néfesh, cujo sentido literal é “alma em repouso”

O segundo nível da alma é Rúach, o “vento” do alento de D’us que sopra em nossa direção...  Neste nível, a pessoa vai além da espiritualidade serena de Néfesh e sente um tipo de movimento completamente diferente.  Neste estado de consciência, informações podem ser transmitidas, é possível ter visões, ouvir coisas e tomar conhecimento de graus mais altos de espiritualidade.  Ao alcançar o nível de Rúach, o indivíduo sente um espírito que provoca movimento e não aquietamento.  Nos graus mais elevados, isto se torna a experiência de Rúach Hacodesh [Inspiração Divina, Espírito Do Santo ou Espírito que Há-kadosh Baruch Hu Emana de Sí], o estado profético no qual a pessoa se sente totalmente elevada e transformada pelo espírito de D’us.

No nível de Neshamá, você experimentaria o alento Divino...  Neste grau, você se torna consciente não só da espiritualidade como também de sua Fonte.  É exatamente esta a distinção entre um sopro e um vento.  É agradável sentir uma brisa num dia quente de verão, mas é muito diferente sentir o sopro de uma pessoa íntima lhe descendo pelo pescoço – isso denota uma certa proximidade.  Portanto, no nível de Neshamá a pessoa alcança um  alto grau de intimidade com D’us...

Se você quisesse ir adiante, qual seria o próximo nível, além do sopro?  Voltando à analogia do vidreiro, há o sopro, o vento e por fim o ar que se acomoda e dá forma ao vaso.  O que viria antes do sopro?  O ar quando ainda se encontra nos pulmões do vidreiro.  A própria força vital do soprador, que se denomina Chaiá [Essência Viva].  Este é o quarto nível, no qual o alento ainda não está separado do soprador.  Trata-se, na verdade, da experiência de estar dentro do campo do Divino.

Finalmente, qual seria o grau além deste?  Poder-se-ia concebê-lo como a decisão inicial de assoprar quando ela entra na psique do Soprador.  A idéia singular que Ele tem de criar estaria em Iechidá [Essência Única], o mais elevado dos cinco níveis.

A partir daí, você está no campo do inimaginável. ’


Bibliografia: 
  - Anatomia da Alma - Chaim Kramer - Editora Sefer;
  - http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=479&p=2;
  - http://bible.ort.org/books/torahd5.asp?action=displaypage&book=5&chapter=12&verse=22&portion=47 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Shavuot – A Festa da Outorga da Torah

Posted: 03 Jun 2014 11:44 AM PDT
O Eterno outorgou a Torah ao povo de Israel e isto é insubstituível. Leia e confira!

Shavuot entre todos os significados que são agregados a esta festa, marca acima de tudo a outorga da Torah ao povo Judeu. Um direito irrevogável que não será transferido a ninguém. Há dois mil anos surgiu a falácia da teologia da substituição que ainda aprisiona muitos até aqueles que a combatem, mas mantém alguns conceitos relacionados a este grande engano. Não, ninguém substituiu Israel, e o Messias não veio criar uma outra estrutura, tudo isto não passa do marketing romano que virou religião. O Messias veio inaugurar a Nova Aliança que internaliza a Torah dentro de nós e abre a porta para Teshuvá, o retorno ao Eterno. De forma mais específica, o Messias veio alcançar aqueles da Casa de Israel que se misturaram entre as nações e neste processo, uma porção das nações ouvirão a sua voz e também voltarão ao Eterno, e como ensinou Shaul Hashaliach, eles serão enxertados na Oliveira (Israel). Uma congregação de Judeus e B’nei Noach cumprindo o propósito Divino, a fim de cooperarem com a missão do Mashiach, ou seja, transformar a terra em uma habitação da Luz Divina.
Na Torah temos 613 preceitos preciosos dados pelo Eterno a fim de nos aproximarmos Dele, entre eles preceitos Positivos que quando cumpridos atraem a luz Divina sobre nós e Preceitos Negativos que nos fazem desviar do mal evitando a impurificação que criaria uma vulnerabilidade às forças malignas. Embora não podemos colocar em prática os 613 preceitos, pois alguns se aplicam somente a homens, outros somente a mulheres, outros aos sacerdotes e ao sumo sacerdote, outro ao nazireu e etc. Porém, devemos cumprir todos que estão ao nosso alcance, respeitando o caráter de aplicabilidade que cabe ao judeu e ao B’nei Noach. Além disto devemos guardar os 613 preceitos, pois na medida em que respeitamos todos eles e estudamos sobre eles, aplicando aqueles que estão ao nosso alcance, então nos é imputado a observância de todos eles. Muitos, hoje em dia, falam e apreciam as revelações espirituais, porém nós sabemos que também existem muitos enganos, pois vivemos em uma geração que muitos apostataram da verdade e criaram falsos céus, ou seja, promessas e doutrinas que não encontram aval na Torah.
Sendo assim, concluo esta breve explicação com três versículos que afirmam e profetizam que O ETERNO OUTORGOU A TORAH AO POVO JUDEUS E ISTO NUNCA MUDOU E NUNCA MUDARÁ, POIS DE ACORDO COM A PALAVRA DE MOSHE RABEINU (MOISÉS), FOI PROFETIZADO POR ISAÍAS O CUMPRIMENTO DISTO NO FIM DOS DIAS. A LEI NUNCA FOI ANULADA, MAS ANULADA SERÁ TODA FALSA DOUTRINA E O ESPÍRITO DE ANOMIA (DESPREZO DA LEI), QUE NÃO MAIS SE OUVIRÁ QUANDO O MASHIACH ESTIVER REINANDO EM JERUSALÉM. LEIA OS VERSÍCULOS ABAIXO, OS QUAIS SÃO IRREFUTÁVEIS, E CONFIRMAM ESTA VERDADE.
Moshe disse: “As coisas encobertas (ocultadas) pertencem ao Eterno nosso D’us, mas as reveladas pertencem a nós (povo judeu) e a nossos filhos (descendentes do povo judeu) PARA SEMPRE, com o objetivo de fazermos (colocarmos em prática) todas as palavras da TORAH (As Leis, os Preceitos e princípios espirituais contidos na Torah)” - Deuteronômio 29:29 (na Bíblia Hebraica: 29:28).
Isaías profetizou sobre os últimos dias: “E ocorrerá no FIM DOS DIAS, que o Monte da Casa do Eterno se elevará acima de todos e se destacará acima de todas as colinas, e a ele AFLUIRÃO TODAS AS NAÇÕES. A ele IRÃO MUITOS POVOS e dirão: Vinde e subiremos à montanha do ETERNO, A CASA DO D’US DE JACOB! Ele nos ensinará SEUS CAMINHOS e por eles seguiremos, pois DE TSION VIRÁ O ENSINAMENTO DA TORAH E DE JERUSALÉM A PALAVRA DO ETERNO! - Isaías 2: 2, 3.
Enfim, a verdade está clara - nas palavras de Daniel: “E ele respondeu: Segue teu caminho, Daniel, porque o significado destas palavras está oculto e selado até o tempo do fim. Muitos serão purificados, e embranquecidos, provados e refinados, mas os INÍQUOS AGIRÃO SEGUNDO SUA INIQUIDADE E NADA COMPREENDERÃO, MAS OS SÁBIOS TUDO ENTENDERÃO". Daniel 12:9,10

Marcos Andrade Abrão

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Revista Online Gratuita - Beit El Shamah

Conheça a mais recente edição (Edição Nº 8 - Abril/Maio) da Revista da Beit El Shamah e leia agora mesmo online:



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Boa leitura e Shalom!

domingo, 11 de maio de 2014

Dia das Mães - Aprofundando o Assunto



No Brasil, o ‘Dia das mães’ é comemorado sempre no segundo domingo de maio (de acordo com decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas). É uma data especial, pois as mães recebem presentes e lembranças de seus filhos. Já se tornou uma tradição esta data comemorativa. Vamos entender um pouco mais sobre a história do Dia das Mães.

Em Israel não existe um dia próprio para as mães, mas sim um para a família. É celebrado no aniversário de Henrietta Szold, pelo calendário hebraico no 30º dia do mês de Shevat.  
Henrietta Szold (1860-1945) foi a primeira presidente da organização Hadassa de mulheres judias. Embora tenha nascido em Baltimore, Maryland, passou os últimos 25 anos de sua vida vivendo e trabalhando na Palestina. Foi a primeira diretora da Agência de Aliá para a Juventude na década de 30 e responsável por trazer 30.000 crianças judias da Europa nazista para Israel. Ela as via como “os seus filhos” e esta é uma das razões principais para o Dia da Família ser celebrado em Israel no seu aniversário.
Embora possa ser politicamente correto chamar este dia como da Família, presentes só são dados à mãe. 

Em espírito é ainda o Dia das Mães. Nele, em Israel, pais e filhos dão a elas flores e presentes e as liberam do serviço doméstico. Escolas judaicas desenvolvem programas que glorificam o papel da mãe em Israel e no Judaísmo. Há quem use no dia um pequeno cravo branco, símbolo da pureza do amor maternal. 
Em tempos bíblicos, a mãe ocupava um lugar de honra e autoridade na família. O interesse no bem-estar da mãe era julgado pelos líderes como uma medida de bom governo e de uma sociedade saudável. A influência de mães famosas na tradição bíblica é significativa.

Olhando, por exemplo, para a vida da primeira mulher judia, Sara, na Parashá que tem o seu nome, lê-se que D-us disse a Abraão: “Tudo o que Sara lhe disser, escute a voz dela” (Gn 21:12), gerando uma concepção extraordinariamente diferente sobre a mulher: não a da idealização romântica, mas a da reciprocidade.

As mulheres que chamamos nossas Matriarcas não são meramente mães, assim como os Patriarcas não são apenas pais. Costumamos pensar em mães como pessoas absorvidas com os problemas da criação dos filhos. Contudo, três delas experimentaram longos períodos de esterilidade, e apenas uma, Léa, teve mais de dois filhos.

A idéia de maternidade no judaísmo é a essência da feminilidade, o lado feminino do nosso ser. Não implica, apenas, o fato físico de tornar-se mãe e criar uma criança, embora, para a maioria das mulheres, esta experiência seja uma significativa abertura espiritual. A maternidade representa uma intensa e profunda conexão com o futuro, com os atos e circunstâncias do momento e seus efeitos no desenvolvimento das futuras gerações. Assim como a mãe é ligada a seus filhos, física e emocionalmente, na tradição judaica, a mãe é uma pessoa profundamente envolvida, no seu íntimo, com aqueles que virão depois.

Um pouco da História do Dia das Mães

Encontramos na Grécia Antiga os primeiros indícios de comemoração desta data. Os gregos prestavam homenagens a deusa Reia, mãe comum de todos os seres. Neste dia, os  gregos faziam ofertas, oferecendo presentes, além de prestarem  homenagens à deusa.

Os romanos, que também eram politeístas e seguiam uma religião muita parecida com a grega, faziam este tipo de celebração. Em Roma, durava cerca de 3 dias ( entre 15 a 18 de março). Também eram realizadas festas em homenagem a Cibele,  mãe dos deuses.

Porém, a comemoração tomou um caráter cristão somente nos primórdios do cristianismo. Era uma celebração realizada  em homenagem a mãe do personagem de Jesus (idolatria de uma mulher que gerou um “humano-deus” mitológico e a profanação de atribuir humanidade ao Criador com a infame frase “mãe de deus ou deuses”, típico dos Greco Romanos ).
Como toda comemoração de festas não bíblicas judaicas  tem sempre sua origem na idolatria, feitiçaria, capitalismo e consumismo desenfreado neste dia que dedicam as mães não poderia ter tido sua origem vinda com esta conotação negativa.

Mas uma comemoração mais semelhante a dos dias atuais podemos encontrar na Inglaterra do século XVII. Era o “Domingo das Mães”.  Durante as missas, os filhos entregavam presentes para suas mães. Aqueles filhos que trabalhavam longe de casa, ganhavam o dia para poderem visitar suas mães. Portanto, era um dia destinado a visitar as mães e dar presentes, muito parecido com que fazemos atualmente.

Nos Estados Unidos, a ideia de criar uma data em homenagem às mães foi proposta, em 1904, por Anna Jarvis. A ideia de Anna era criar uma data em homenagem a sua mãe que havia sido um exemplo de mulher, pois havia prestado serviços comunitários durante a Guerra Civil Americana. Seus pedidos e sua campanha deram certo e a data foi oficializada, em 1914, pelo Congresso Norte-Americano. A lei, que declarou o Dia das Mães como festa nacional,  foi aprovada pelo presidente Woodrow Wilson. Após esta iniciativa, muitos outros países seguiram o exemplo e incluíram a data no calendário.

Após estes eventos, a data espalhou-se pelo mundo todo, porém ganhando um caráter comercial. A essência da data estava sendo esquecida e foco passou a ser a compra de presentes, ditado pelas lojas como objetivos meramente comerciais. Este fato desagradou Anna Jarvis, que estava muito desapontada em ver que o caráter de solidariedade e amor da data estavam se perdendo. Ela tentou modificar tudo isso. Em 1923, liderou uma campanha contra a comercialização desta data. Embora com muita repercussão, a campanha pouco conseguiu mudar.
Finalizo este breve comentário, incentivando a todos meditarem nas intenções reais para a proteção e manutenção da família, honrando sempre, não só neste dia as matriarcas que são dignas de honra, mas nunca esquecendo o verdadeiro significado e propósito de cumprimento das Mitzvot do Criador em não violar suas instruções.


Shalom a todas as matriarcas!